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Como Afinar - Uma Vez Conhecendo o Básico

Os procedimentos aprendidos nas varias seções deveriam ensinar você o que se esperar de um processo de afinação. Aplicando isto no seu próprio tambor, a condição das bordas, etc. já é um conhecimento básico para agora poder re-afinar tambores, ou fazer as regulagens do dia-a-dia.

A maior parte dos tambores baixa a afinação. Devido às mudanças climáticas, do frio para o calor e vice-versa, é causada uma expansão e contração, rigidez ou maior flexibilidade nas peles. O senso comum haverá de ter um papel aqui. As circunstancias importam. Por isto se o tambor está frio, não espere grande coisa e tente abster-se de afinar até que a temperatura dos metais, peles e aros, casem com a temperatura do lugar.

Se a afinação dos tambores caiu, a necessidade é fazer com que suba novamente de maneira uniforme. Por alguma razão desconhecida, a maior parte dos bateristas percebe que a afinação caiu na batedeira. Eis aqui um método para ter novamente sob controle os tambores e poder re-afinar uma vez que as peles já estão colocadas e em uso. Note que não tem importância se os tambores estão montados na bateria ou não, mas leve em conta que não poderá mexer neles no chão ou numa superfície acarpetada.

Método 1 - Tambores Montados, Não no Chão.

  1. Toque em cada canoa de cada lado do tambor e só aumente a afinação naquelas canoas que realmente abaixaram ate soarem afinadas consigo mesmo. No meu set de tambores, é fácil rotar o tambor para ter acesso à resposta, e você não pode mais ignorar este lado do tambor. Na medida que o tempo vai passando, a tendência é que a pele chegado um certo momento, seja muito difícil de ser afinada e a batedeira ficaria assim afinada de um modo desproporcional em relação à resposta. Por isto nunca ignore a resposta.
  2. Toque no tambor e veja se o timbre agora esta certo, se estiver pare aqui. Se não, continue.
  3. Aperte cada parafuso apenas um pouco, tal vez 1/16 a 1/8 de volta. Toque no tambor e veja se o timbre agora esta certo, se estiver pare aqui. Se não, continue.
  4. Na resposta, escolha uma canoa e enquanto toca na batedeira, vai apertando o parafuso lentamente no máximo uma volta. Se enquanto faz isto, sente que o tom melhorou, você estará sabendo que o problema é na resposta. Aperte de modo uniforme e aos poucos ate chegar na altura desejada. Se isto não fez diferença, volte o parafuso a posição original e repita o mesmo procedimento na batedeira.
  5. Se este método no funciona num dado tambor, tente o Método 2. Se simplesmente quer aumentar a afinação, veja a seguir.

Método 2 - Tambor desmontado, apoiado numa superfície acarpetada.

  1. Com o tambor no carpete, a batedeira para abaixo, bata em cada canoa de ambos os lados e abaixe a afinação onde estiver mais apertado, até a pele estar afinada consigo mesma. Lembre de sempre baixar primeiro um pouco a mais, para depois poder subir um pouco.
  2. Se o tambor não tem aquele tom alto e afinado como aprendida nos procedimentos, aumente a afinação até obter uma nota clara. Repita na batedeira.
  3. Toque o tambor e veja se obteve um som claro. Se sim, procure agora a zona de afinação que mais lhe agrade, Se não, continue.
  4. Na resposta, escolha uma canoa e enquanto toca na batedeira, vai apertando o parafuso lentamente no máximo uma volta. Se enquanto faz isto, sente que o tom melhorou, você estará sabendo que o problema é na resposta. Aperte de modo uniforme e aos poucos ate chegar na altura desejada. Se isto não fez diferença, volte o parafuso a posição original e repita o mesmo procedimento na batedeira.
  5. Se isto falhar, então alguma coisa aconteceu no assentamento da pele, a temperatura pode ser um fator, o ambiente pode ter mudado drasticamente ou simplesmente tentar passar o secador de cabelo em volta para aquecer a pele e começar de novo ou re-assentar a pele e afinar novamente.

Para Simplesmente Aumentar ou Diminuir a Afinação: Para aumentar ou diminuir a afinação de um tambor que já teve um bom som, acho mais efetivo mexer na pele de resposta (para acima ou para abaixo) do que mexer na batedeira (para acima ou para abaixo). Um dos maiores benefícios de agir assim, é que isto ajuda a reter a mesma sensação nas baquetas tocando a batedeira. Se usar o senso comum e virar os parafusos bem aos poucos, sentirá imediatamente quando sair da zona de afinação, podendo contrabalançar imediatamente ajustando o parafuso do lado oposto.

Uso do Microfone, Resumido - Como podem afetar o som.

Tocar sem nenhum microfone versus tocar com um é muito diferente. Não pretendo aqui criar um Guia de uso de microfones, e sim uma simples e elementar compreensão de alguns fatores clave. Quando um tambor é microfonado de perto, o tipo de microfone pode e usualmente cria um efeito de proximidade. Se observarmos típicos microfones associados ao uso com tambores, veremos uma redução da curva de freqüência associada a maior parte dos microfones dinâmicos.Esta redução pode ser compensada na disposição da distância do microfone. Isto é menos pronunciado com microfones "electret" a condensador. "O efeito de aproximação" é uma condição, que, quando o microfone está próximo da pele, se produz uma pancada nas freqüências graves, e em conseqüência, uma acentuação na nota fundamental grave do tambor. O oposto também é verdade, posicione o microfone numa distância maior e a resposta dos graves some. Quando próximo, o pronunciado incremento dos graves compensa de certa forma o som abafado das peles de filme duplo com abafador ou a falta de domínio da resposta das freqüências graves. Por isto, nunca compre um microfone baseado apenas na curva de freqüência ou especificações. O microfone ouve e acentua o que o ouvido às vezes não consegue. Experimente, porque o efeito de aproximação diminui conforme valse distanciando da pele (ou aproximando). Confira abaixo nos "Links de Interesse" na seção "Guia de Definições de Microfones Audio Tecnica" e "Publicações Técnicas Shure para Gravação em Estúdio e Técnicas de Reforço do Som".

Dicas para Microfonar Bumbo

  1. Um movimento de 1,5 cm no Mic pode trazer grandes mudanças. Aproximá-lo a pele de resposta resulta em menos definição e maior "boom" no tambor.
  2. Posicione o mic próximo ao pad/travesseiro para cortar ressonância e incrementar presença.
  3. Posicione o mic próximo à batedeira e as freqüências médias aparecerão, qualquer calidez desaparece, mas graves profundos permanecem. Tenha a precaução de não aproximar demais, pois pode ocorrer a destruição do mic.
  4. Duas peles, nenhum furo (1 mic) - Posicione o mic na parte externa da batedeira, mas nunca orientado para cima. Tente inverter a fase do mic, às vezes proporciona maior "punch".
  5. Muito vazamento da caixa - Tente colocar um funil de cartolina no mic para cortar freqüências agudas indesejáveis ou apontar o mic para abaixo num ângulo de 35º em relação ao ponto de impacto.
  6. Duas peles, nenhum furo (2 mic) - Usar uma fase invertida num dos microfones é quase que imprescindível se ambos estiverem apontando as peles. O som agora está nas mãos do técnico, pois é como re-afinar o tambor para mixar o som dos dois mics.
  7. Na hora da gravação, pegue um surdo e coloque bem na frente do bumbo. Afine este surdo bem baixo e coloque um microfone de diafragma nele, de modo a capturar as vibrações simpáticas e ressonância dos graves.

Dicas para Microfonar a Caixa

  1. Controlando vazamentos do chimbal: Use um microfone do tipo Hypercardiod. Como resultado, terá de microfonar de cima de ambos ou o chimbal apenas, pode ser um plus dependendo da filosofia acima.
  2. Para capturar o "estalo" da caixa, especialmente para "bateras pesados", microfone por debaixo usando a polaridade invertida.
  3. Muitos harmônicos: Não situe o mic a menos de 5 cm da pele, a menos que queira que os harmônicos apareçam, ou então use peles porosas tipo Evans Genera Snare Batter, Aquarian Studio-X ou REMO PowerStroke3.
  4. Evite colocar o mic muito próximo, em geral, apontado de 5 a 7 cm por cima e por fora do centro da pele, permite capturar sons mais naturais.
  5. Som de caixa insuficiente, usando um mic: Quando os microfones estão situados muito próximos as peles, eles não "ouvem" muito do "estalo", ouvem mais como se fossem timbales. Se bater mais forte, da na mesma, se colocados muito próximos. Pode-se situar o mic diretamente apontado ao centro da pele, aproximadamente a 3 cm acima do aro. Isto mantém o mic afastado de ouvir a pele e mais centrado na ressonância do tambor.
  6. Se não conseguir captar o brilho da caixa, coloque um microfone com a polaridade invertida, uns 8 cm. abaixo do aro da resposta, bem no centro da caixa.

Conclusão

Não tenho mencionado aqui nada que eu mesmo não tenha experimentado. Assim tem marcas de peles que não aparecem em algum lugar. Tem marcas não tão famosas e que nem todas as lojas possuem. Não tive oportunidade ou tempo para testá-las. Como resultado, acho inapropriado comentá-las. Isto não implica, que sejam inferiores ou superiores às comentadas, apenas não as conheço. Embora possa vê-la, se for do seu interesse, nos "Links de Interesse".

Links de Interesse:

Audio Technica Microphone terms
Aquarian Drumheads
Attack Drumheads
Remo Drumheads
Evan's Drumheads
Mixagem - quase tudo na Gravação (Mix Books - Almost anything to do with recording)
Suggested Download, good visual for Kick drums Muffling
Shure Brothers Technical Publications on Recording Studio and Sound Reinforcement Techniques (among others) at

Equipamento Usado pelo Autor

Toco numa Yamaha Maple Custom da minha escolha; Não tenho patrocínios. Achei na Yamaha, uma qualidade superior. Os tambores não são os mais ressonantes do Mercado, prefiro pensar neles como "controlados". Tem muitos profissionais que usam YAMAHA Maple Custom, assim como outros preferem diversas marcas. O set e o som refletem exatamente o que eu acho melhor para mim. Gosto do brilho e da calidez projetada pelo maple. Brilho é uma maneira boa de explicar a característica deste kit, desde que subscrevamos a noção de que o espectro de áudio tem três bandas básicas; Graves (calidez); médios (presença áspera); e agudos (brilho). Os sets de qualidade top, independente da marca são todos bons. Só existe um grande set de tambores, é aquele que inspira a tocar do melhor modo possível refletindo sua personalidade.
Yamaha Maple Custom, Medidas 10x9, 12x10, 14x12, 16x14, 22x16.
Acabamento: Black Maple, Canoas Gold, Suspensão em todos os tons.
Aros: Alumínio nos tons, Maple no bumbo.

Peles:
Bumbo: Preferência para Evans EQ4 transparente na batedeira fazendo par com REMO Ambassador porosa com buraco de 5" ou para um som mais tenso Evans EQ3 transparente na batedeira fazendo par com EQ3 ebony com buraco de 4-1/2". Em todos os casos uso o travesseiro DW cobrindo 15% de cada pele.
Tons: varia mais geralmente Evans G2 transparente na batedeira com Genera ou Diplomat Transparente na resposta. Para um som mais cálido Aquarian Studio-X porosa na batedeira e Genera ou Diplomat transparente na resposta.
Surdos: Aquarian Classic, Evan's G1 ou Ambassador, batedeira e resposta (todas transparentes, de novo depende de qual tenho disponível).
Caixas:
14 x 5 1/2 Bronze; Manu Katche Signature Model; Aros die-cast; Peles: Ambassador Porosa ou Genera, Diplomat na resposta; Método de afinação 1 nesta bíblia, batedeira mais tensa que a resposta.
14 x 6 Maple; Anton Fig Signature Model; Aros de maple; Peles: Ambassador ou Evans porosa na batedeira e Ambassador transparente na resposta; Método 2 onde batedeira fica mais frouxa que a resposta (umas três notas mais alta).
14 x 5 1/2 Steel; Phonic 400 anos 60'; Peles: Ambassador Porosa na batedeira e Diplomat na resposta; Aros super hoop; Peles com afinação igual, afinação média Método 3.
14 x 5 1/2 Steel; Rodgers Dynasonic anos 60'; Peles: Evans Genera Porosa e 200 Hazy Resposta; Aros super hoop; Peles com afinação igual, afinação média Método 3.
14 x 3 Brass; Pearl FreeFloating; Aros die-Cast; Peles: REMO Ambassador Porosa na batedeira e Ambassador transparente de resposta; Afinação de modo que a resposta fique duas notas acima da batedeira.
Em todas as caixas uso "O" rings com ½" de largura em média.

Ferragens: YAMAHA 800 series
Pratos: Paiste Signature Series
Sound Edge Hi-Hat (14")
Fast Crash (15")
Fast Crash (16")
Fast Crash (18")
Dry Heavy Ride (20")
Flat Ride (18")
Splash (10")

Microfones de uso mais comum:
Caixa- Batedeira: Shure Brothers SM57-LC;
Snare-Resposta:Audio Technica ATM3528, Shure SM98 ou Beyer M101
Bumbo: AKG D112 ou RE20
Tons: AKG C418
Surdos: Sennheiser 421 - 70's series
Overheads: Shure SM81-LC's
Hi-Hat: Audio Technica ATM3528
Headphones: Beyer 550

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