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Aos
oito anos iniciou-se nos estudos de violão e ao mesmo tempo
tocava em caixas de jogos, potes plásticos e gaiolas, inclusive
gravando suas "performances" para ouvi-las depois. Aos
doze anos veio o interesse pelo contrabaixo com a formação
de uma banda dentro da sua família.
Seus primos Carlos e
André tocavam guitarra e cantavam, sua irmã Ana tocava
guitarra e o baterista era Luiz Paulo, o Alemão. Com
a falta do Alemão em alguns ensaios, Kiko começou
a tocar bateria intuitivamente. A paixão pelo instrumento
nasceu ali e o acompanha até hoje.
Aos 16 anos teve aulas
com Argos Montenegro, com quem teve uma visão prática
do instrumento. Buscando maior aprofundamento Kiko iniciou seus
estudos de teoria musical na escola da Orquestra Sinfônica
de Porto Alegre. Enquanto isso, teve seus primeiros trabalhos profissionais
em 1987. Paralelamente, continuou seus estudos como autodidata buscando
sempre a informação encomendando métodos de
técnica, leitura e independência e ouvindo os grandes
mestres da bateria. Teve contato com os rudimentos através
dos livros de bateristas como Gene Krupa, Jim Chapin e Joe Morello.
Começou a analisar e transcrever solos de Gene Krupa e Buddy
Rich e também iniciou pesquisas sobre os estilos de bateristas
brasileiros como Milton Banana, Edson Machado, Nenê, Paulo
Braga, Robertinho Silva, Carlos Bala, Pascoal Meirelles entre outros.
Nos anos 90, Kiko Freitas
já era um dos bateristas mais requisitados para shows, gravações
e workshops, tendo sido convidado pelo grande contrabaixista Nico
Assumpção para gravar seu trabalho solo e sendo indicado
pelo mesmo para várias outras gigs no centro do país,
tendo tocado com nomes muito importantes como Michel Legrand, Frank
Gambale, Jeff Richmann, Luiz Avellar, Nivaldo Ornellas, Ricardo
Silveira, Widor Santiago, Idriss Boudriua, Rafael Vernet, Frank
Solari, Renato Borghetti, Jamil Joanes, Vítor Ramil, Chumbinho,
Fábio Jr. com o qual gravou o programa "Fábio
e elas" acompanhando Fafá de Belém, Elba Ramalho,
Simone, Leila Pinheiro, Fernanda Abreu, Elza Soares, Ivete Sangalo,
entre outras cantoras brasileiras.
Em 1996 foi convidado
pelo pianista americano David Goldblatt para ir a Los Angeles. Lá,
Kiko teve contato com grandes músicos da "cena"
jazzística americana como Dough Lunn, Vadeem Zilberstein,
John Leftwich e a grande oportunidade de verificar se suas pesquisas
autodidatas eram procedentes estudando com Dave Weckl. Em viagem
a Cuba com o músico gaúcho Ernesto Fagundes, Kiko
Freitas estudou ritmos afro cubanos com o grande percussionista
Changuito, criador do Songo, e também pesquisou bases da
cultura afro daquele país, além de ter tocado ao lado
de Ricardo Baungarten no maior Jazz club de Havana.
Como educador tem realizado
workshops em todo o país e no exterior em eventos como: Encontro
de Bateristas Brasileiros, Mestres da Bateria em Workshop, Salão
Internacional da Bateria, Encontro Latino Americano de Percussão
(UFSM), Memorial de Curitiba, Conservatório de MPB, Universidade
de Música de Göteborg, na Suécia, além
de diversas clínicas individuais.
Atualmente Kiko Freitas
toca na banda de João Bosco, com quem já realizou
tours em todo o Brasil e exterior, inclusive ao lado do grande pianista
cubano Gonzalo Rubalcaba. Kiko gravou o Cd ao vivo de João
Bosco, lançado em abril/2001.