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A
morte de Tony Williams em 1997 foi um grande choque para o mundo
jazzístico. Com 51 anos de idades, Williams parecia muito
jovem, saudável e muito ágil, mesmo porque ele foi
um dos maiores expoentes da bateria por cerca de 35 anos. O estilo
"abrangente" que ele criou quando estava com o grupo de
Miles Davis nos anos 60 comprova sua grande experiência e
talento.
O pai de Tony, um saxofonista, sempre
levava o garoto aos clubes, o que deu a oportunidade de ele se familiarizar
com o ambiente musical. Aos 11 anos Tony já mostrava seu
potencial. Ele teve aulas com Alan Dawson e aos 15 anos já
aparecia em jam-sessions na área e Boston. Entre 1959 e 1960
Williams tocou várias vezes com Sam Rivers e em Dezembro
de 1962, quando ele tinha apenas 17 anos, mudou-se par Nova York,
onde tocou regularmente com Jackie McLean. Alguns meses mais tarde
ele se juntou ao grupo de Miles Davis, onde junto com Ron Carter
e Herbie Hancock deu origem a um dos maiores grupos da história
do jazz. Williams. Ficou com Davis até 1969, dirigindo suas
próprias sessions e tornando-se um respeitado nome no mundo
jazzístico.
Ao lado destes trabalhos com o jazz,
Williams era um fá do Rock e quando deixou Miles, montou
uma banda de Fusion chamada Lifetime, um trio com Larry Young e
John McLaughlin. Esta banda teve outras versões com Allan
Holdsworth na guitarra. Williams trabalhou como freelancer por algum
tempo, estudou composição e viajou com a banda de
Herbie Hancock V.S.O.P. No meio dos anos 80 ele estava com seu próprio
grupo. Depois de desmanchar seu quinteto em 1995, Williams trabalhou
com um trio, gravando um interessante set de músicas originais.
Com certeza sua carreira é uma coleção de documentos
de valor inestimável para o mundo ba bateria e da música.